Filme e suas reflexões

Prezados,

Deixemos de lado os comentários sobre o fim de ano, além de que se trata do término de um ciclo e por isso merece um "balanço".

Assisti ao filme "Pequena Miss Sunshine" e o achei muito interessante.

Certamente, não contarei o filme porque tenho mais que fazer e vocês também.

Confesso que esperava mais uma comédia de mal gosto. É complicado assistir certos filmes aclamados pela mídia, que são, na maior parte das vezes, uma boa porcaria.

Mas não foi o caso. Temos ali interessantes reflexões acerca da busca pelo sucesso, algo tão almejado, a tal ponto de serem criadas receitas e daí, elas virarem "merdadoria" (Não errei a tecla, é isso mesmo, com trocadilho).

Por outro lado, há uma luz no fim do túnel. É a aceitação do fracasso como parte importante no processo que chamamos vida.

É exatamente isso que vocês leram, uma exaltação ao fracasso, sem direito a essa merda de finais felizes que, na verdade, ninguém vive o tempo inteiro.

Há, inclusive, uma referência ao Proust. (Confesso que nunca tomei uma com ele)

O interessante mesmo é que se pode refletir sem aquele ar sisudo que muitas vezes associamos aos textos filosóficos, com um ingrediente fundamental, que é o humor.

Com certeza, melhor do que assistir ao filme da irmã Maria da Graça se fazendo de noviça. (Quem será?)

Namastê e um 2009 repleto de tudo que ele tem que ter!Innocent

Dezembro 27, 2008. Sem Categoria. No Comments.

A questão da escolha

Olá, amigos! Uma questão que sempre é discutida é capacidade de escolha do ser humano frente às questões.

Analisemo-la.

Alguns defendem que o ser humano é simples fruto do ambiente, portanto, vive o que o ambiente estimula.

Outros, que ele tem uma autonomia irrestrita e decide sempre entre as questões que se apresentam.

Talvez ambos estejam certos.Nós, que somos céticos, devemos observar antes de chegarmos à qualquer conclusão. Mesmo sabendo que ela será temporária.

Andei escrevendo, conversando com um amigo, e disse a ele que as coisas não são o que queremos, mas sim o que são.Aí também mora uma questão complicada que vai ficar pendente para outro momento.

Voltando à opção, acho que falta às pessoas um pouco de perspectiva. Pensamos pouco antes de escolher e muitas vezes não percebemos as outras opções possíveis ao que nos é apresentado.

Isso nos leva à questão da liberdade. O quanto realmente optamos com consciência de nossa liberdade?

Ao nos colocarmos como autômatos, retiramos a nossa responsabilidade. Seria esse o caminho?

Ao nos colocarmos como autônomos, perdemos a consciência de que somos sempre parte e que nossas escolhas sempre influenciarão outros à nossa volta.

Então, se fôssemos trilhar um caminho, talvez seria o da prudência, recebemos influência do meio e também o influenciamos.

No próximo número, a liberdade. (Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós…)

Dezembro 4, 2008. Sem Categoria. No Comments.

Procrastinação

Amigos céticos,

Falaremos hoje sobre procrastinação.

Espero suas opiniões a respeito, porque deixarei para falar sobre esse assunto na próxima vez.

Namastê!

Novembro 30, 2008. Sem Categoria. No Comments.

Comentários sobre liderança acompanhados de uma deliciosa receita (2)

Amigos céticos,

Estou aqui para conversar um pouco mais com vocês sobre liderança. O assunto abordado será: conduzir reuniões.

O que significa, primeiramente, a palavra reunião? Significa unir novamente.

Na verdade, o objetivo do encontro é unir diferentes pontos de vista em um único objetivo. Esse é o desafio do condutor da reunião.

Numa reunião, o primeiro ingrediente fundamental é organizar uma pauta, ou seja, quais assuntos serão tratados e transmitir aos participantes com a maior antecedência possível.

Por mais estranho que isso pareça, há reuniões (já participei de inúmeras e ainda participo) nas quais os participantes desconhecem a pauta. Resultado? Um saco. Cada um fala um bocado de bobagens e após muito tempo, com sorte, alguma questão é resolvida.

Um outro ingrediente importante é o momento de falar. Quem conduz deve ter uma dinâmica tal que fale o essencial, ouça muito e sintetize as diferentes propostas. Se necessário, deve chamar a atenção caso algum participante fuja do assunto.

Reunir esses ingredientes que acabei de mencionar fazem a reunião não desandar.

Um outro ingrediente é conduzir a fala de forma que todos sintam-se à vontade para falar, em especial os que falam menos, prefencialmente num tempo máximo. Por que dar mais voz a eles? Porque são os que geralmante tem mais a dizer. Uma boa maneira de fazer isso é perguntar diretamente aos mais calados.

E se houver divergência? Primeiro, resumir as propostas, solicitando que os participantes as defendam e então, levar a questão para votação pela assembléia.

Um bom livro de receitas sobre esse assunto é o Procedimento Parlamentar, também conhecido como Regra de Robert, utilizado pelo parlamento inglês. Embora não deva ser seguido à risca, transmite a idéia do líder como condutor da reunião, não como dono dela.

Além dos outros, uma boa dose de pontualidade é fundamental. Pontualidade para começar? Sim, mas não só isso. As pessoas não estão à disposição da reunião, portanto, é de ótimo alvitre trabalhar com um tempo limite.

Um ingrediente que ajuda também é organizar uma ordem de oradores. Só poderá falar quem estiver inscrito com o secretário.

Enfim, com planejamento, paciência e uma boa dose de controle, tudo tende a dar certo.

E se não der? Esteja preparado também para isso, amigo cético, afinal, nem sempre as situações ocorrem da maneira que desejamos.

Namastê! Cool

Novembro 7, 2008. Sem Categoria. No Comments.

“Tudo que vai”

Antes de falar sobre a nossa receita, tive uma experiência e algumas reflexões e aproveito para dividi-las com vocês. (Ou quem sabe comigo mesmo, já que sou o primeiro leitor do que escrevo)

Fui assaltado na última quinta.

Para a maioria das pessoas, isso geraria revolta ou um desejo negativo em relação àqueles que a prejudicaram.

No meu caso, gerou reflexões.

Em nenhum momento desejei mal aos dois cidadãos que fizeram isso, até porque em nada adiantaria.

Pensei sobre a vida, que coloca as pessoas no lugar certo.

Além disso, me questionei se tenho sido fraterno o suficiente.

E ainda, como a vida física é algo efêmero.

Na verdade, podemos encarar as situações da maneira que quisermos. Pensemos nisso!

Tive a oportunidade de perceber quantas pessoas passam por situações ainda piores.

Só há algo que me assusta: como consegui manter a calma nos momentos mais difíceis. Creio que é algo que ultrapassa o que eu tenho de humano. Poderia até dizer algo espiritual.

E você, leitor de nosso diário? O que pensa a respeito?

Namastê! 

Novembro 4, 2008. Sem Categoria. No Comments.

Apresentação

Por que Diário Cético?

Prezados navegantes,

 

Pensei muito antes de iniciar esse projeto, por isso ficou assim. Embarassed

Por que cético? Antes de pensar que o cético é aquele que duvida de tudo, pense que ser cético é quem não acredita nas certezas cegas.

Não esperem que eu poste diariamente, mas sempre haverá algo de novo.

Não posso negar que me senti inspirado a dizer algo depois de ver o blog do Doug, que é muito bom.

Espero trazer algumas reflexões e pensar sobre a nossa realidade e também sobre a Ordem DeMolay, da qual sou membro.

Espero comentários e sugestões.

 

dexter2.jpgAdal Dexter

Outubro 22, 2008. Sem Categoria. No Comments.

Reflexões sobre a liderança, acompanhadas de deliciosa receita(1)

Prezados navegantes,

Posso dizer que fui mais reticente de falar a respeito disso, mas agora chegou o momento. 

Não poderia deixar de um assunto que nos cerca a todo momento: a liderança.

A primeira questão a esclarecer é o que penso sobre lidererança. Venho de uma escola que afirma que o líder deve ser, acima de tudo, exemplo.

Infelizmente, mesmo nessa escola, tenho visto maus exemplos de líderes, pois falta em alguns deles principalmente a maturidade emocional para um bom desempenho da função.

Se liderança fosse "receita de bolo", teria os seguintes ingredientes, mais pelo que observei do que li:

01 bloco e uma caneta para ouvir seus liderados, anotando o mais importante, quando for o caso.

03 bacias de planejamento

02 colheres de dividir funções, acompanhando de perto

01 colher de chá de importar-se muito com os méritos

01 balde cheio de manter a calma nos momentos de discordância ou de crise

04 colheres de sopa para recorrer a alguém mais experiente

01kg de anti-culpa para os casos de erros.

01 litro de perguntar mais e afirmar menos, pensando na repercussão do que vai dizer

777 gotas de amortecedor de língua para lembrar que não deve falar o que quer ou o que pensa, mas o que o liderado precisa.

06 colheres de simancol, sabor pimenta, para ter a convicção que quer queira, quer não, influencia no comportamento do grupo.

parabenizar o bom desempenho do liderado a gosto, principalmente quando a massa estiver sendo elaborada.

lembrar acima de tudo, que o liderado precisa ser instruído sobre o que precisa fazer e que o líder não é o dono do grupo, apenas está ali (ou deveria estar) como o maior servidor, pois está a serviço de todos e não o contrário.

No próximo programa, como conduzir reuniões.

Namastê! (O sagrado em mim saúda o sagrado em ti) Laughing

Outubro 22, 2008. Sem Categoria. No Comments.